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Europeus que somos todos nós, precisamos de inspiração para antecipar desafios e resolvê-los da melhor forma para todos

Segunda-feira, 09.10.17

 

 

 

O sol nasceu cor de sangue do fumo dos incêndios florestais. Como se nada tivesse acontecido ao longo de todo o Verão, o crime continua a compensar neste país sem uma governação competente e responsável nas áreas fundamentais da Protecção civil e da Justiça.

E já nem vou referir a área básica da Segurança nacional...

 

O governo incha e faz voz grossa na sequência das Autárquicas, convencido de que ganhou credibilidade e legitimidade. Na verdade, as Autárquicas não provam nada disso, apenas provam escolhas acertadas de candidatos e de apoios de independentes.

Estas Autárquicas já trouxeram alguma mudança: uma tendência para uma maior participação dos munícipes no destino das suas freguesias e concelhos e nas grandes decisões a nível local.

Algumas maiorias absolutas dão lugar à negociação. Parece uma tendência para ficar.

O PSD segura-se no norte e no centro, apesar de algumas escolhas pouco felizes nas maiores cidades. Em Coimbra obtém um bom resultado pois escolheu uma boa equipa.

O CDS ganha fôlego a partir de Lisboa.

A CDU ganha fôlego em Lisboa e perde algum fôlego no Alentejo. Em Lisboa terá grande visibilidade, até porque escolheu um óptimo candidato.

O BE surge na vereação em lugares imprevistos.

O PAN esteve perto. Estou a pensar em Setúbal.

 

Nas minhas previsões dedutivas para 7 concelhos (Lisboa, Porto, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém e Setúbal), apenas acertei 57%.

Em Coimbra previ melhores resultados para os candidatos da coligação PSD/CDS/, etc. e dos Cidadãos por Coimbra.

Em Santarém calculei que o candidato do CDS conseguisse melhores resultados.

Em Setúbal previ melhores resultados para os candidatos do BE, PSD e PAN.

 

Os desafios são muitos e que todos consigam concretizar o essencial: a protecção das populações, a gestão inteligente do território, a economia, a qualidade de vida, a mobilidade, a ciência e tecnologia aplicadas aos recursos, energias limpas, a gestão da água, a habitação, a protecção ambiental, a agricultura biológica, o turismo sustentável.

 

O equilíbrio litoral - interior, em termos de investimento, não implica que o interior repita os erros do litoral.

A cultura megalómana de desenvolvimento de Medina em Lisboa não deve ser replicada pelo país fora. Exemplo: o turismo para ricos e famosos (unidades hoteleiras) e o turismo de massas (turismo de habitação em todo o lado), que inflaccionou os preços das rendas.

Um dos nossos melhores recursos é a diversidade: podemos escolher ruído ou silêncio, movimento ou sossego, auto-estradas ou caminhos, carros ou bicicletas, néons ou estrelas.

 

 

Aqui tão perto, os nossos amigos catalães também enfrentam um grande desafio.

Pensar que, se houvesse inteligência emocional e capacidade de antecipação na política espanhola, tudo teria ficado por um reforço da ideia de independência, um registo na agenda dos projectos a médio ou a longo-prazo da região...

Em vez disso, feriu-se o núcleo simbólico da sua autonomia, invadiu-se o seu território, usou-se a força policial contra a sua população e aumentou-se a fractura da comunidade.

O governo de Rajoy revelou os tiques autoritários que permanecem na cultura política de Espanha. Nada de surpreendente, se recuarmoa às investidas da polícia espanhola sobre manifestantes em Madrid, na sequência da crise financeira bancária, lembram-se? Agora foi em Barcelona.

E ainda por cima de tudo isto, de um conflito governo central - uma região autónoma, a pressão e chantagem da própria União Europeia. Uma linguagem do poder com que já estamos familiarizados em Portugal. E que os gregos aturam há já uma década.

 

Sim, europeus que somos todos nós, precisamos de toda a inspiração que nos surja de todas as fontes para enfrentar os desafios que nos aguardam e dos quais não podemos fugir. O melhor é antecipá-los e resolvê-los da melhor forma para todos.   

 

Uma semana inspirada é o que desejo a todos os Viajantes que por aqui passam. A inspiração será fundamental para enfrentar tantos desafios...

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 09:30

Portugal e a sua vocação universal

Terça-feira, 09.02.16

Talvez porque tenhamos vindo de todo o lado, do norte, do sul, do oriente, trazemos connosco muitos povos e muitas culturas. Nada nem ninguém nos é estranho, encontramos logo um modo de comunicar. Isso verifica-se nos documentários sobre os nossos contingentes em missões de paz ou agora nos resgates marítimos de refugiados, e nos programas sobre os portugueses no mundo ou dos jovens que criam startups e aplicações. Movimentamos-nos no mundo com à vontade, partilhamos ideias e projectos, a nossa cultura universal é a mesma do séc. XXI.


Estamos, pois, bem posicionados para ajudar outras culturas mais fechadas a abrir as suas fronteiras mentais e a ver o grande plano onde tudo se movimenta e encontra o seu equilíbrio. A possibilidade de virmos a ter um português na ONU é, neste sentido, uma oportunidade única de colocarmos a nossa cultura universal ao serviço dos direitos humanos universais.


Que a nossa alma universal consiga, igualmente, criar dentro de portas esse movimento e equilíbrio que ajuda a criar no mundo. 

 

 

Post publicado n' A Vida na Terra.

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 16:30

Eleições legislativas: o grupo dos Indecisos

Terça-feira, 29.09.15

Ora aqui está o grupo que vai decidir as próximas legislativas: o grupo dos Indecisos. Segundo uma sondagem recente (ontem) este grupo começou a descer para os 21% (!) e, com eles, a diferença da dupla PSD/CDS em relação ao PS.

 

Mas vejamos agora as vantagens de passar a pertencer a este grupo dos Indecisos ou dos que Não Respondem:

- as emoções estão ao rubro, os "a favor da dupla PSD/CDS" e os "contra a dupla PSD/CDS", a tal ponto que dizer-se do grupo dos Indecisos ou dos que Não Respondem é a posição mais inteligente: não "há pratos a voar lá em casa", como diz o Papa sobre certos dias difíceis nas famílias;

- divertimos-nos com as técnicas de sedução política de personagens que enganaram os cidadãos, assustaram os cidadãos, humilharam os cidadãos, e roubaram os cidadãos no seu presente, no seu futuro, e no futuro dos seus filhos. É até patético ver esta dupla dirigir-se à "classe média" como se ainda existisse uma verdadeira classe média, e não nos tivéssemos transformado num país de enormes diferenças sociais;

- a 5 dias do dia da votação é este grupo de Indecisos ou dos que Não Respondem que garante o suspense: afinal quem é que irá gerir os danos provocados pela dupla que abraçou a troika a tal ponto que "foi além da troika" porque os cidadãos "não são piegas" e, segundo um banqueiro, "aguentam, aguentam"?


É a vez dos cidadãos colocarem a dupla PSD/CDS a suar e a tremer, mantendo o suspense até ao fim. 

É a vez dos cidadãos lhes responderem à humilhação que lhes impuseram, "cortes", "impostos", "sacrifícios", para alimentar a finança e satisfazer "os mercados".

É a vez dos cidadãos utilizarem o pequeno e breve poder que mantêm, o de escolher os próximos gestores políticos.

 

 

Post publicado n' A Vida na Terra.

 

 

 



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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 11:11

As mulheres na política

Terça-feira, 22.09.15

 

Já aqui reflecti sobre o papel das mulheres na política.

Vemos agora esse papel tornar-se mais evidente e efectivo numa fase das mais difíceis e desafiantes da nossa frágil democracia.

E quem são as mulheres que revelam hoje uma outra forma de estar na política?, uma outra forma de pegar nos assuntos tabu da gestão do colectivo?, uma outra forma de se apresentar às pessoas concretas e de interagir com elas?

Vou colocar estas novas protagonistas da política portuguesa em dois grupos bem distintos e já explico porquê:


No primeiro grupo coloco Catarina Martins, Mariana Mortágua, Joana Mortágua, Marisa Matias (de que já falei no post anterior), e outras mulheres com o seu perfil;

No segundo grupo coloco Joana Amaral Dias e outras mulheres com o seu perfil.


Qualidades comuns às mulheres dos dois grupos: agilidade de raciocínio, capacidade de relacionar factos, capacidade de síntese, acutilância, criatividade. Qualidades essencialmente mentais, em que todas se revelam brilhantes.

Qualidades que as distinguem: as emocionais.


Enquanto no primeiro grupo vemos surgir uma nova forma de estar na política e de interagir com as pessoas concretas, o perfil empático, que valoriza a equipa, a colaboração, a partilha, capaz de negociar (ganha-ganha), no segundo grupo vemos um perfil mais típico dos homens na política, o perfil competitivo, de confronto, de poder (ganha-perde).

O que nos indica que, na política, o facto de ser mulher não nos garante à partida um perfil empático, capaz de colaborar e de negociar.


Hoje o poder pelo poder (ganha-perde) é muito atractivo, afinal vivemos numa sociedade narcísica.

Mas há esperança: as novas gerações funcionam cada vez mais numa outra dimensão, e é isso que lhes irá permitir sobreviver por enquanto numa economia dependente da lógica financeira (fria, metálica, de exclusão), criando as suas próprias redes de interacção e colaboração, e construindo uma nova economia e uma nova política.

 

 

 

 

Post publicado n' A Vida na Terra.

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 18:34

Portugal, a velha casa

Sexta-feira, 10.06.11

 

Portugal das nuvens brancas de Maio

dos sorrisos luminosos

das canções populares

dos rios frescos

das cidades brancas

dos poetas esquecidos

das árvores resistentes

da família e dos amigos

dos festejos

dos abraços

 

Portugal, a velha casa

a que nunca se abandona

a que nunca se esquece

a que nos prendeu a alma

e nos encheu de alegria

 

Que eu saiba guardar sempre

a tua claridade

 

 

 



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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 23:13

Em azul e branco

Sexta-feira, 26.03.10

 

 

Em azul e branco

a bandeira mais poética

solitária, ao vento

marco de outro tempo

 

Sinto que é esta a que me diz

da vida possível

da vida sonhada

de um povo feliz

 

Sinto e sei porque sinto

que não há outra

que me faça sentir assim

em azul e branco

em poema ao vento

 

Está inscrita num lugar de mim

a que não se vai

a não ser por bem

 

Está inscrita num lugar de nós

na casa, na aldeia, na cidade de nós

no coração em azul e branco

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 21:53








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